A Grande Invocação, a Magia e os acontecimentos atuais
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(TRUTH and REALITY) ENGLISH VERSION( CLICK HERE)
VERDADE   e   REALIDADE

E-MAIL PARA CONTATO: "santofer@gmail.com"
Os períodos de CRISTO e de BUDA foram sagrados na história
do Mundo, mas a não ser que haja uma nova revelação no nosso
tempo, não poderá haver uma nova regeneração.
 
A Revelação é o Auto-aparecimento da Divindade no
Cosmos, o desvendar de atributo sobre atributo, 
poder após poder, beleza após beleza,
em todas as variadas formas que na sua totalidade 
compõem o Universo.
Para além de todas as aparências externas, o poder
motivador do Universo é o AMOR.
 
Qual é o proposito que está por trás do processo infinito da
construção das formas,e da combinação das formas menores
integrando as maiores? 
Qual é a razão de tudo isto, e o que provará ser a meta?
Seguramente é o desenvolvimento da qualidade, a expansão da
consciência, o desenvolvimento da faculdade de 
realização, a produção dos poderes psiquicos,
ou da alma, a evolução da inteligencia.  Seguramente é
a gradual demonstração da ideia básica ou proposito
que aquela grande Entidade à Qual nós chamamos o Logos,
ou Deus, está trabalhando através de todo o sistema solar.
É a demonstração da Sua qualidade Psíquica, pois Deus é 
Amor inteligente, e o preenchimento do Seu proposito
determinado, pois Deus é Vontade inteligente de Amor.
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A Mente Divina
 
A Ciência esotérica espiritual começa assinalando que podemos crer,
mas não sabemos que Deus existe;
tudo o que conhecemos é que existimos e o mundo também.
É a partir destes fatos positivos que se deve construir
e não a partir de crenças dogmáticas e contestáveis. 
Demonstrando que o eu, o tempo, o espaço e a matéria são mentais,
a presença do mundo inteiro no pensamento humano perde todo o sentido
se não existe uma Mente mais vasta que o possa pensar, porque o espírito
humano nunca criou voluntariamente tal mundo.
Crer que estas idéias podem existir separadamente, sem um pensamento
para engendra-las, é crer num absurdo.
Não obtemos o conhecimento da existência do mundo
através de nossos cinco sentidos senão porque temos o conhecimento
de nossa própria existência.
As idéias não podem estar suspensas
no vazio, devem pousar numa base.
Esta base deve achar-se sempre
presente, com idéias ou não.
É este principio que nos permite duvidar
do valor facial das aparências materiais porque sua existência
prende-se a ele.
Pensar o mundo pressupõe a existência de um Espírito
que pensa. O erro do materialista é ignorar o Espírito Cósmico
para o qual um mundo deve existir, e do qual não pode ser separado.
Enquanto o mundo exista este Espírito deve estar lá.
Esta dedução é rigorosamente reclamada pelo raciocínio. 
Com efeito, o mundo como idéia proclama o fato de que uma
Mente superior consciente e inteligente existe para engendrar
simultaneamente e finalmente esta idéia.
Por outras palavras, em nenhum momento o mundo foi sem Deus,
neste sentido.
O corolário natural e inevitável é que o homem
nunca foi privado da presença de Deus.
A própria existência do mundo deve, portanto, depender da
presença imanente da Mente Divina,
como a própria existência de cada homem deve tê-lo como Senhor
secreto e interior. 
Como se poderia qualificar verdadeiramente de culto um homem
que tivesse passado e vivido na terra sem procurar de algum
modo compreendê-lo, ou pelo menos comunicar-se com ele?
O orgulho humano deve, sem duvida alguma, dobrar os joelhos
diante do Espírito, porque é ele não somente o primeiro estado
da matéria mas também a fonte primeira do ser individual. 
Sem sua presença, o ateu seria incapaz de formular sua negação,
e o agnóstico, suas dúvidas. 
É impossível construir uma metafísica capaz de resistir às
criticas sem se elevar às bases da Ciência Esotérica
espiritualista.
A religião não pode achar outra base cientifica; todas as outras
são apenas dogmáticas e só fazem apelo à fé, com muito valor
verdadeiramente, mas com pouco apoio na razão.  

DEUS,   O   SOL   e   a   LUZ   são   sinónimos

(GOD, the SUN and the LIGHT are synonymous)
A Biblia e os Vedas dizem que a primeira criação
foi a luz, e depois vieram todas as outras formas.
Deus criou a luz d'Ele Próprio, fora do Seu
Próprio Ser, como uma aranha tece a teia fora do seu
próprio corpo. A teia não é diferente do
corpo da aranha, é realmente uma parte dele.
E assim Deus creou a luz do Seu próprio Ser, 
o que significa que Luz não é outra coisa que Deus,
o Ser de Deus. 

O CAMINHO ESOTÉRICO E INICIAÇÃO
(THE ESOTERIC PATH AND INITIATION)

Todo aquele que aspira à união com Deus deve passar através de uma 
iniciação,através de uma experiência onde a sua atenção é 
dirigida internamente para o centro do seu ser.
A iniciação real significa o começo de uma nova vida, um novo
aspecto, e uma nova compreensão.
Para alcançar um elevado grau de consciência divina, você deve 
viajar através do caminho Interior.
O caminho do Conhecimento esotérico teve de ser ensinado ao homem
desde o início dos tempos porque a verdade última 
sobre a vida é tão subtíl e transcendente à imaginação do
homem numa tal extenção que sem a revelação divina, ele
nunca a poderia ter descoberto.
“No Caminho Esoterico – o Caminho que conduz à 
Realidade Última, à verdade Absoluta – não há nem
Luz nem Escuridão, nem experiências, porque você, então, 
aprende a transcender o tempo”.
As entidades que já percorreram este Caminho sabem
que neste processo há certos estágios a desenvolver e a passar.

Os principais estágios no Caminho evolucionário dos homens
espirituais têm sido classificados como se segue: 

O Caminho da Provação
O Caminho do Discípulo
O Nascimento – 1ª. Iniciação
O Baptismo – 2ª. Iniciação
A Transfiguração – 3ª. Iniciação
A Crucificação ou A Grande Renunciação – 4ª. Iniciação
A Revelação – 5ª. Iniciação
A Decisão – 6ª. Iniciação
A Ressurreição – 7ª. Iniciação
A Grande Transição – 8ª. Iniciação
A Recusa – 9ª. Iniciação   
.........................................................................................
Os melhores frutos da vida não podem ser colhidos sem a abdicação
da vontade pessoal, num momento ou outro. Cada homem é chamado,
de fato, a bater-se contra seus instintos animais e suas fraquezas.
Mas a filosofia não reclama nenhum voto de ascetismo aos seus
adeptos. Reclama deles apenas que se disciplinem e procurem sempre 
levar à frente este propósito, a despeito de suas falhas e de suas
quedas. Ela crê na misericórdia do Eu Superior e numa eventual
descida da graça sobre suas cabeças. O homem pode chegar de maneira
menos penosa a esta abnegação, aceitando os impulsos da inspiração
e seguindo-os mesmo quando entram em conflito com seus desejos
carnais e interesses egoísticos. Se não se enganou sobre a via que
segue ou sobre o fim que procura, tais impulsos podem manifestar-se
e ir além do que se chama vida moral. Quanto mais avança, mais se
manifesta espontaneamente o convite a não mais agir senão por motivos
generosos, nobres e idealistas; quanto mais avança, mais é penetrado
pelo pensamento de purificar seu caráter, de purgar seu coração e
banir todas as suas tendências vis.
Um novo elemento entra em sua vida. Começa a pensar por isso nos
efeitos que suas ações exercem inevitavelmente nos outros e nele
próprio. Alarga deste modo seu sentido de responsabilidade pessoal
e sua perspectiva ética. É-lhe necessário enterrar suas faltas no
pó do passado e não reaviva-las para, depois, meditar sobre elas
melancolicamente e lamentar a infelicidade. É-lhe preciso também
adquirir, pelo arrependimento e a expiação, o direito de enterra-las. 
..........................................................................................
Quero aqui sublinhar que o que o MENTALISMO procura fazer compreender é
a diferença entre o espírito e o cérebro, entre a essência intangível e
a coisa tangível, entre um princípio invisível e um pedaço de carne 
visível revestida de ossos.
O mentalismo explica a origem de todas as doutrinas materialistas
e também as absorve.
Pois o grande erro do materialismo é confundir o espírito com a
consciência. A sua não distinção é fazer do espírito o resultado
de atividades materiais e não colocá-lo à frente destas.
É bom saber que o EU supremo existe, que a vida tem sua significação,
que o mundo constitui um todo racional e a vida do justo trás sua
recompensa.
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A CARTA DOS DEVERES DO HOMEM

1.	Todos os que deliberada e sinceramente resolvem enveredar pelo
Caminho que conduz ao Homem Perfeito têm de relegar para segundo plano
o interesse pelos seus direitos, para focarem toda a sua consciência 
sobre a extensão dos seus deveres.
2.	No grau de evolução a que o candidato aspira, já não se cuida
de assegurar a própria salvação, mas de ajudar a dos outros; já não se
trata de conquistar a própria ventura, mas de aliviar a desventura da 
Humanidade, onde cada alma tem de ser sujeita a rudes provas, para 
triunfar de si mesma, e tem de viver o intenso drama da sua auto - criação.
3.	O lema da Fraternidade Universal não deve ser apenas proclamado,
mas exemplificado e vivido.
4.	O Amor que floresce na alma dum Servidor deve ser estendido a
todos os seres e a todas as coisas, até mesmo ao Mal, como única força
capaz de o amparar até ao Bem.
5.	A Lei da Inofensividade é imperativa para o Homem que encetou
o Caminho da Liberação e traz consigo o dever de proteger a Vida sob
todas as formas que não sejam nocivas. Os Romeiros do Bem não devem 
sacrificar à sua alimentação os seres que para tal efeito tenham de
ser submetidos à dor e ao martírio.
6.	Ao que aspira a transpor os portais da divindade cumpre-lhe
encontrar e demonstrar DEUS em todas as coisas e atrair para ELE todos
os que, por circunstâncias infelizes, d’ELE se afastaram.
7.	Mas igualmente lhe cumpre eliminar todos os fanatismos e todas
as tendências sectárias que possam arrasta-lo à pretensão de detentor
privilegiado e exclusivo da Verdade.
8.	 Não é licito pois aos que seguem uma linha de Serviço impor aos
outros a própria Religião, mas é dever seu respeitar as de todos, 
esclarecendo o sentido espiritual e os preceitos morais de cada uma,
como caminhos diversos que convergem para o mesmo vértice, que é DEUS.
9.	O candidato à Purificação deve exercer uma vigilância constante
através da sua consciência, para desmascarar os defeitos e insuficiências
que possam ainda subsistir na sua alma, como rescaldo de antigas paixões
e de mal extintas vaidades, ambições ou antipatias. Bem-aventurados
aqueles que encontram constantemente em si próprios alguma inferioridade
a corrigir, porque provam assim a sua ânsia sincera de aperfeiçoamento.
10 - O verdadeiro Homem nunca presume de si nem dos seus méritos
e mantêm-se impermeável à lisonja como à crítica, porque elogios
ou censuras nada acrescentam ou diminuem ao seu valor real.
11 – Aquele que aspira a tomar-se melhor não deve aquilatar-se por
comparação aos que lhe são inferiores em capacidade; é comparando-se
aos que lhe estão superiores que poderá medir a altura a que lhe falta
ascender para chegar até eles.
12 - O Homem digno desse título não deve empregar nunca uma linguagem
baixa nem se servir, mesmo brincando, de termos soezes, de pragas,
de expressões insultuosas. Um tal vocabulário suja os corpos mental
e emocional, deixando-lhes nódoas de vibrações inferiores.
A linguagem é o material de construção do caráter e todo o esforço
que empreguemos para depurar e aperfeiçoar as nossas formas de
expressão se repercute na alma.
13 - O aspirante deve aplicar o seu maior esforço e a sua atenção
de todos os instantes na conquista da última e mais difícil das
virtudes que estruturam a cúpula da sua catedral - a calma e a
serenidade. Deve compenetrar-se de que, mesmo depois de ter apurado
todos os outros atributos do Homem Perfeito, ainda ficará embargado
na fronteira do humano para o Divino, por não ter conseguido imunizar
a sua alma contra o vírus insidioso e resistente da "irritação".
É esta sempre a última barreira que o Homem terá de vencer, para
galgar até ao vértice onde a Perfeição começa a transmutar-se 
em Divindade.
O motivo de ser este o defeito que mais resistência oferece ao
Homem para ser eliminado é a história oculta da sua função ancestral
como virtude. Enquanto atravessamos o reino animal, era a ferocidade
de cada indivíduo que decidia da sua sobrevivência na espécie, pela
seleção natural. Nos graus primordiais da evolução humana, a posição
manteve-se e foi, durante intermináveis eras, a intensidade da fúria
que impôs a autoridade dos chefes. Só num grau avançado da sua evolução
o Homem começa a avaliar a santidade da calma e o satanismo da
irritação; mas já é curto o período que lhe resta para purificar
dessa virtude retrógrada - como rádio reduzido a chumbo - a sua alma
já iluminada de glória. Por isso o Discípulo, ao entrar no Caminho,
deve iniciar desde o primeiro passo, como Hércules no berço, a sua
luta de morte contra as serpentes da irritabilidade.
14 - O candidato que se aproxima da meta do Conhecimento, com a alma
resplandecente de Amor, de Bondade, de Beleza e de Verdade, envolve-se
numa aura de alegria que deve derramar, como uma bênção, por onde quer
que vá, onde quer que projete uma vibração de simpatia, onde quer que
pouse a luz dum pensamento.
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VERSOS DOURADOS DOS PITAGÓRICOS

PREPARAÇÃO

Presta a Deus imortal o culto consagrado;
Conserva a tua fé; dos vultos do passado,
Ou santos ou heróis, louva a divina ação.

PURIFICAÇÃO

Sê bom filho e bom pai; sê justo como irmão;
Amável como esposo; escolhe como amigo
Aquele que tiver luz p’ra repartir contigo
E dê conselhos bons que o porte não desminta.
Se o fogo das paixões for cinza nele extinta,
Imita o seu exemplo, escuta o seu conselho,
Sê tu, p’ra o refletir, um voluntário espelho;
Jamais te afastes dele por fútil discrepância;
Enjaula dentro em ti a fera da arrogância.
Sê sóbrio, ativo e casto; evita a irritação;
À  raiva fecha a alma, ao ódio o coração.
Em público ou privado o mal jamais pratiques;
A quem te der lições escuta e não critiques;
Respeita-te a ti próprio, o sábio verdadeiro
Nada diz, nada faz sem refletir primeiro.
Sê justo. As más ações são catacumbas frias
P’ra sepultar, na morte, os bens e as honrarias;
Toda a riqueza é vã se foi contra um dever,
O fácil de ganhar, é fácil de perder.
O cálice de amargura imposto pela sorte
Aceita-o resignado, ele te fará mais forte.
Em mil fieis ao erro, um só busca a verdade,
Mas Deus protege o sábio e livra-o da maldade.
O filósofo aprova ou condena sem tédio
E onde encontrar o erro incapaz de remédio,
Afasta-se e espera. “Afasta-se e espera!”
Grava bem esta lei, medita-a, considera
Quanta inútil pendência ela pode evitar-te.
Com todos sê Cortez, sê nobre em toda a parte,
Não dês exemplos maus nem os sigas tampouco;
Agir sem fim nem causa é proceder de louco.
Olhos e ouvidos cerra a todo o preconceito,
A todo o fanatismo ou julgamento feito
Preconcebidamente e só por teimosia;
Seja tua e só tua a razão que te guia.
Não pretendas fazer o que a tua ignorância
Não permitir; o tempo, a atenção e a constância
Hão de trazer-te um dia o poder que te falta.
Aprender a Servir, eis a ambição mais alta
Que deve nortear a tua vida inteira.
Cuida bem do teu corpo; o trabalho aligeira
Quando ele se queixar, mas não lhe satisfaças
Apetites boçais; as dores e as desgraças
Começam quando o corpo ordena mais que a alma;
Se o serves uma vez, já nunca mais se acalma.
Do luxo ou da avareza os males são iguais,
Diferentes na aparência, irmãos em tudo o mais.
Procura encontrar sempre o justo médio termo,
Pois nenhum corpo é são estando o mental enfermo.
Formula ao despertar, o teu programa honesto
E nunca p’ra amanhã deixes ficar um resto.

PERFEIÇÃO

Antes de adormecer, repassa no mental
As ações que fizeste ou p’ra bem ou p’ra mal.
Não repitas as más, insiste só nas boas,
Estende a compaixão aos brutos e às pessoas;
A cada novo esforço, a cada prova rude,
Acenderás em ti a luz duma virtude.
Assim sublimarás a Tétrada Sagrada,
A tua quaternária e cósmica morada,
Alma, espírito e corpo – um embrião de Deus.
Procura com fervor abrir os olhos teus
À luz que vem do Olimpo; o teu é vão,
Se o céu te não cobrir da sua proteção;
Só ele pode acabar as obras que começas
E dar-te, para o bem, o auxílio que lhe peças.
Estuda a natureza, aprende a lei sublime
Que rege a imensidade e que à matéria imprime
A vida Universal. Perante estudos sérios,
Abrem-se pouco a pouco as portas dos Mistérios.
Então descobrirás a luz do teu destino
Que, por divino amor do nosso Pai Divino,
É vir colaborar no plano do Universo,
Com Deuses de quem tu és “Uno”, mas diverso,
Então desprezarás todo o desejo fútil;
Verás que o sofrimento é criação inútil
Dos erros e do vício e da maldade crua,
Da torva insensatez dos outros e da tua.
O homem vive e morre a procurar um bem,
Sem nunca reparar nos bens que em si contém.
Quem não souber ser bom não sabe ser feliz,
É náufrago num mar de praias sempre hostis;
E entre o fraguedo atroz que a riba lhe apresenta,
Não pode resistir nem ceder à tormenta,
Porque não descobriu que transporta consigo
Um farol p’ra o guiar a salvamento e abrigo.
Por entre os vendavais dessa jornada ignota,
Tem cada qual de abrir a sua própria rota.
Uma extirpe divina impõe à humanidade
Buscar no mar do erro o porto da Verdade;
A Natureza ajuda o homem no caminho,
Nunca o desamparou, nunca o deixou sozinho.
Homem sábio, homem bom, tu que já penetraste
Os mistérios da vida e mediste o contraste
Entre o Bem e o mal, concentra-te um momento
E medita que Deus, ao dar-te o Pensamento
E muitos outros dons que refletem os Seus,
Fez-te um Ser Imortal, porque és tu próprio um deus.
 
(Félix Bermudes)
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SE...
Se podes conservar o teu bom senso e a calma,
Num mundo a delirar, pra quem o louco és tu;
Se podes crer em ti, com toda a força d’alma,
Quando ninguém te crê; se vais, faminto e nu,
Trilhando sem revolta um rumo solitário;
Se à torva intolerância, à negra incompreensão
Tu podes responder, subindo o teu calvário,
Com lágrimas d’amor e bênçãos de perdão;
Se podes dizer bem de quem te calunia;
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor,
Mas sem a afetação dum santo que oficia,
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor;
Se podes esperar sem fatigar a esperança;
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho;
Fazer do Pensamento um Arco de Aliança
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho;
Se podes encarar, com indiferença igual,
O Triunfo e a Derrota – eternos impostores;
Se podes ver o Bem oculto em todo o mal
E resignar, sorrindo, o amor dos teus amores;
Se podes resistir à raiva ou à vergonha
De ver envenenar as frases que dissestes
E que um velhaco emprega, eivadas de peçonha,
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste;
Se és homem pra arriscar todos os teus haveres
Num lance corajoso, alheio ao resultado
E, calando em ti mesmo a mágoa de perderes,
Voltas a palmilhar todo o caminho andado;
Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizer palavra e sem um termo agreste
Voltares ao princípio, a construir de novo;
Se podes obrigar o coração e os músculos
A renovar o esforço, há muito vacilante,
Quando já no teu corpo, afogado em crepúsculos,
Só existe a Vontade a comandar “Avante”;
Se, vivendo entre o povo, és virtuoso e nobre
Ou, vivendo entre os reis, conservas a humildade;
Se, inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti, à luz da Eternidade;
Se quem recorre a ti encontra ajuda pronta;
Se podes empregar os sessenta segundos
Dum minuto que passa, em obra de tal monta
Que o minuto se espraie em séculos fecundos;
Então, ó Ser Sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos e os espaços;
Mas, inda para além, um novo sol rompeu
Abrindo um infinito ao rumo dos teus passos;
Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem recear jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um HOMEM.
(Versão livre de Felix Bermudes do If de Rudyard Kipling)
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A GRANDE INVOCAÇÃO 

Do ponto de Luz na Mente de Deus
Que aflua Luz às mentes dos homens
Que a Luz desça sobre a Terra
Do ponto de Amor no Coração de Deus
Que aflua Amor aos corações dos homens
Que Cristo retorne à Terra
Do Centro onde a Vontade de Deus é conhecida
Que o Propósito guie as pequenas vontades dos homens
O Propósito que os Mestres conhecem e servem
Do Centro que chamamos a raça dos homens
Que se realize o Plano de Amor e Luz
E se feche a porta onde mora o mal.
Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
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. Só as ações feitas em Deus não acorrentam a alma do Homem.
. O espírito da vida conduz as correntes da ação para o oceano
do seu ser.
. Aquele que vê todos os seres no seu próprio Eu, e o seu próprio
Eu em todos os seres, esse perde todo o medo.
. Todo aquele que conhece tanto o saber como a ação, com a ação
vence a morte e com o saber alcança a imortalidade.
. Todo aquele que conhece tanto o transcendente como o imanente,
com o imanente vence a morte e com o transcendente alcança
a imortalidade.
(De Os Upanishades) 
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O desenvolvimento do ser humano nada mais é do que a passagem de um estado de consciência
para outro.
É umna sucessão de expansões, um crescimento daquela faculdade da plena percepção, que
constitui a característica predominante do Pensador que reside em nosso intimo.
É o progredir da consciência polarizada na personalidade, no eu inferior, ou no corpo, para a
consciência polarizada no Eu superior, ou alma e, dali, para urna polarização na Mônada,
ou Espírito, até que, finalmente, a consciência passe a ser Divina.
Com o desenvolvimento do ser humano, a faculdade da plena percepção estende-se, primeiramente,
além das paredes que a limitam dentro dos reinos inferiores da natureza (os reinos mineral,
vegetal e animal) para os três mundos da personalidade em evolução, para o planeta no qual
labuta, para o sistema do qual o planeta faz parte, até que, finalmente, a consciência escapa
do sistema solar para tornar-se universal. 

O CONHECIMENTO poderá ser definido como o acervo das descobertas e experiências humanas
— aquilo que pode ser reconhecido pelos cinco sentidos e correlacionado, diagnosticado e
definido através do intelecto humano. É aquilo sobre o que sentimos certeza intelectual,
ou aquilo que podemos determinar pela experiência. É o compendio das artes e das ciências.
Relaciona-se a tudo que diz respeito à construção e ao desenvolvimento do lado físico e da
forma das coisas. Portanto, diz respeito ao aspecto material da evolução, à matéria nos
sistemas solares, no planeta, nos três mundos da evolução humana e nos corpos dos homens. 

A SABEDORIA relaciona-se com o desenvolvimento da vida na forma, com o progresso do Espírito
através dos veículos sempre cambiantes e com as expansões de consciência que se sucedem de vida
em vida. Refere-se ao aspecto vida da evolução. Como lida com a essência das coisas e não com
as próprias coisas, é a percepção intuitiva da verdade independentemente da faculdade
de raciocínio, e a percepção inata que sabe distinguir o verdadeiro do falso, o  real do irreal.
É mais do que isso, pois representa, também a capacidade crescente do Pensador penetrar
cada vez mais profundamente na inteligência do Logos, de conscientizar a verdadeira natureza
do grande espetáculo do universo, de enfocar o objetivo e de harmonizar-se progressivamente
com a unidade mais ampla. Para a nossa presente finalidade (que consiste em estudar um pouco
o Caminho da Santidade e seus vários estágios) poderá ser descrita como a conscientização
do "Reino de Deus Interno" e a percepção do "Reino de Deus Externo", no sistema solar.
Talvez possa ser expressa como a combinação progressiva dos caminhos do místico e do ocultista
— a edificação do templo da sabedoria baseada no conhecimento. 
A Sabedoria é a ciência do Espírito, tal como o conhecimento é a ciência da matéria.
O conhecimento é separativo e objetivo, enquanto a sabedoria é sintética e subjetiva (interior).
O conhecimento divide, a sabedoria une.

A compreensão pode ser definida como a faculdade do Pensador no Tempo assimilar conhecimento
como base para a sabedoria, que lhe possibilite adaptar as coisas da forma á vida do espírito,
reunir os lampejos da inspiração que lhe chegam da Área da Sabedoria e uni-los aos fatos da
Escala do Aprendizado. Talvez toda a idéia possa ser expressa da seguinte forma: 

A sabedoria relaciona-se como o Eu único, o conhecimento com o não-eu, ao passo que a
compreensão é o ponto de vista do Ego ou Pensador, ou a sua relação entre eles. 



As Palavras Solares 

 A base de todos os fenômenos manifestados é o som emitido ou a Palavra
 falada com poder, isto é, com todo o propósito da vontade por trás dela.
 Nisto, como é sabido, está o valor da meditação, pois a meditação produz,
 finalmente, aquele propósito e a memória interna dinâmica, ou a ideação
 interna que deve preceder invariavelmente a emissão de qualquer som criador.
 Quando se diz que o Logos produziu os mundos por meio da meditação, isto
 significa que dentro de Seu próprio centro de consciência, houve um período
 no qual Ele refletiu e meditou sobre os propósitos e planos que tinha em
 vista; quando Ele visualizou para Si mesmo todo o processo mundial como um
 todo perfeito, vendo o fim desde o começo e estando ciente do pormenor da
 esfera consumada. Então, quando esta meditação foi concluída e o todo se
 completou como um quadro perante a Sua visão interna, Ele pós em uso uma
 certa Palavra de Poder que Lhe tinha sido confiada pelo Uno do Qual nada
 pode ser dito, o Logos do esquema cósmico do qual nosso sistema é apenas
 uma parte. Com iniciações cósmicas e logóicas não nos ocupamos, a não ser
 na medida em que as iniciações humanas refletirem Seus estupendos protótipos,
 mas é de interesse para o estudante conscientizar que, tal como a cada iniciação
 alguma Palavra de Poder é confiada ao iniciado, assim, similarmente, foi confiada
 ao Logos a grande Palavra de Poder que produziu o nosso sistema solar, aquela
 Palavra que é chamada a "Palavra Sagrada", ou AUM. Devemo-nos lembrar aqui que
 este som AUM é o esforço do homem para reproduzir, numa escala infinitesimalmente
 pequena, o som cósmico tríplice com o qual a Criação se tornou possível. As palavras
 de Poder de todos os graus têm uma seqüência tríplice.

Primeiramente, elas são enunciadas por uma entidade plenamente auto - consciente, 
e isto tem sempre lugar após um período de deliberação ou meditação durante o qual
o fim é visualizado em sua totalidade.

Segundo. Elas afetam o reino dévico e produzem a criação das formas.
 Este efeito é dual em caráter: 

a. Os devas no caminho evolutivo, os grande construtores do sistema solar
 e aqueles, abaixo deles, que passaram pela etapa humana, respondem ao som
 da Palavra e, com percepção consciente, colaboram com o uno que a expressou
 e assim o trabalho é levado a cabo. 

b. Os devas no arco involutivo, os construtores inferiores que não passaram
 pela etapa humana, também respondem ao som, mas inconscientemente, ou à força,
 e, pelo poder das vibrações iniciadas, constroem as formas requeridas com sua
 própria substancia.
 
Terceiro. Elas atuam como um fator estabilizador e, enquanto a força do som
 persiste, as formas se mantém coesas. Quando, por exemplo, o Logos acaba
 de emitir o AUM sagrado e a vibração cessa, segue-se então a desintegração
 das formas. Da mesma maneira com o Logos Planetário e, assim por diante, 
escala abaixo. 

As palavras de Poder, ou permutações do AUM existem em todo tom, subtom e
 quarto de tom possíveis e a obra da Criação e sua sustentação são construídas
 nestas escalas de som. Uma multiplicidade de sons existe dentro de cada som
 principal e afeta diferentes grupos. Devemos também nos lembrar que, falando
 geral e amplamente, os sons, no sistema solar, se dividem em dois grupos: 

1. Sons iniciadores, ou aqueles que produzem manifestação ou fenômeno de
 algum tipo, em todos os planos. 

2. Sons conclusivos, ou aqueles que são produzidos de dentro das próprias
 formas durante o processo evolutivo e que são o agregado de tons de cada
 forma, em qualquer reino particular na natureza. Cada forma, da mesma
 maneira, tem uma tonalidade que é produzida pelos sons diminutos emitidos
 pelos átomos componentes da forma. Estes sons brotam de outro grupo e afetam
 grupos ou reinos inferiores, se é que a palavra "inferior" pode ser usada
 em relação a qualquer ramo de manifestação divina. Por exemplo, o reino
 humano (a quarta Hierarquia criadora) foi produzida por um triplo AUM,
 emitido numa nota particular pelas três pessoas da Trindade em uníssono
 — Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo ou, Shiva,Vishnu e Brahma.
 Este som ainda está ressoando; a interação e a interfusão das muitas pequenas
 notas de cada ser humano produzem um grande som unificado, que pode ser ouvido
 nos altos lugares, e que, por sua vez, está tendo um afeito definido sobre
 o reino animal. Ele é um dos fatores que produzem formas animais para serem
 ocupadas, tanto por homens como por animais, pois devemos sempre nos lembrar
 que o homem une o animal e o divino. 
Não é possível, nem desejável, enumerar as Palavras de Poder, mas certas
 indicações gerais podem ser dadas, que ajudarão o estudante a perceber alguma
 coisa da magnitude e complexidade do assunto. 
3. A Grande Palavra, tal como  emitida pelo Logos do sistema solar, e a Ele
comunicada por Seu superior. 

4. As Três Palavras confiadas pelo Logos Solar a cada um dos três Logos,
 como a seguir: 

a. O som, A, sagrado, para Shiva, Que encarna o aspecto da vontade, ou do
 espirito. É a Palavra por meio da qual Deus, o Pai, trabalha. 

b. O som U para Vishnu, Deus o Filho. Ele é construtor da forma e providencia
 o corpo que o espírito tem de ocupar, assim tornando possível a encarnação
 divina. A é o som vida, U é o som da forma. 

c. O som M para Brahma, Que, em Seu trabalho de provedor de Energia, liga
 em inteligência ativa, espírito e forma, ou o eu e o não-eu. 

Podemos dizer aqui que o estudante que refletir sabiamente sobre estas funções,
 conseguirá muita informação em relação aos três departamentos da Hierarquia
 de nosso planeta. 

5. Sete Grandes Palavras, novamente baseadas nos três sons sagrados AUM.
 Estas produziram a criação, ou a manifestação dos sete planos do nosso
 sistema solar. Elas não são confiadas a entidades humanas e sim, aos
 sete grandes Devas, ou Senhores-Rajas, que são as vidas provedoras de
 alma para um plano; eis por que, nas diversas Iniciações, sua colaboração
 é necessária antes que estas palavras-chaves possam ser confiadas ao iniciado. 

6. Quarenta e nove Palavras relacionadas com os quarenta e nove subplanos,
 ou Fogos. Estas são confiadas, por sua vez, aos quarenta e nove Construtores
 dos Fogos Sagrados. 
Os dois grupos de palavras acima estão sob jurisdição do terceiro aspecto
 e são proferidas por Brahma. 

7. Há, novamente, cinco Grandes Palavras com sinais, as quais estão sob
 o departamento de Vishnu, ou Deus-Filho, e são exaltadas por Ele.
 Por maio delas, os cinco reinos da natureza, no arco evolutivo, vêm à existência: 

a. O reino mineral. 

b. O reino vegetal. 

c. O reino animal. 

d. O reino humano. 

e. O reino espiritual. 

 Estas cinco são permutações do som U, ou sobre ele construídos,
 da mesma forma que os enumerados anteriormente são construídos sobre
 o som M. 
Em relação aos três primeiros reinos, é interessante anotar que eles estão
 assentados nos dois sons, no U emitido na nota básica do M. No quarto reino,
 o tom M está morrendo e as duas notas emitidas são o U e o A. No quinto reino,
 o M subsidiou-se num meio-tom distante, o U está combinado com ele de maneira
 a não ser distinguido e o A, ou nota de Shiva, ressoa poderoso e é praticamente
 a única nota ouvida. Pelo soar desta nota – a de Shiva, o Destruidor – o não-eu
 é negado e tudo o que não é do espírito, dissolvido. É a chegada do som A, que
 afeta o rompimento, ou liberação dos três mundos, pelo iniciado. 

8. Existem certas Palavras também confiadas a cada um dos Logos Planetários,
 e elas são a base da manifestação planetária. Como é bem conhecida, o som
 do aspecto de Brahma, ou do terceiro aspecto do nosso Logos Planetário
 particular, é FA, e nesta informação está contido muito esclarecimento
 quanto ao Seu ponto na evolução, pois se torna imediatamente evidente que
 o som A atinge até mesmo o físico denso. 

9. Dentro de nossa própria Hierarquia, há inúmeras Palavras construídas
 sobre a Grande Palavra de nosso Logos Planetário e estas são confiadas
 aos Chefes de Departamento que, por seu turno, as transmitem em ordem
 permutada para os iniciados graduados. Convém que o estudante diferencie,
 cuidadosamente, em sua mente, palavras e sons, pois a palavra encobre o
 pensamento ou idéia ou propósito intencional, e o som torna possível a
 sua manifestação materializada em um ou outro dos sete planos. 


Foi necessário fazer esta digressão antes de tocar no assunto da transmissão
 de palavras ao iniciado, de maneira a destacar a importância radical do
 assunto e assim explicar a proteção cuidadosa deste aspecto do trabalho divino. 

O Uso das Palavras 

Já lidamos de maneira breve com o significado das Palavras de Poder.
 Podemos agora resumir alguns dos postulados inferiores e então dizer
 algo sobre a cerimônia de iniciação e as Palavras que são confiadas
 ao iniciado. Os postulados aqui feitos são em número de nove e, se
 devidamente meditados pelo aspirante, revelar-Ihe-ão multa coisa,
 relativamente ao processo criador e ao poder da palavra. 

1. Todas as Palavras de Poder têm suas raízes na Grande Palavra confiada
 ao Logos Solar na aurora da manifestação. 

2. Todas as Palavras de Poder são permutações ou expansões dos três sons
 básicos e aumentam de comprimento conforme os planos envolvidos,
 até chegar-se às frases e à fala da unidade finita, o homem,
 em suas miríades de diferenciações. 

3. Portanto, no caminho de retorno, a fala se torna sempre mais breve,
 as palavras são usadas com mais parcimônia e chega finalmente a
 época na qual o adepto somente emprega fórmulas de palavras,
 quando requeridas para levar a cabo propósitos específicos, 
 segundo duas linhas:
 
a. Processos criadores definidos. 
b. Direção específica de energia. 

Isto, naturalmente, nos planos dos três mundos. 

4. O aspirante tem, portanto, de fazer principalmente três coisas,
 quando se prepara para a Iniciação: 

a. Controlar toda atividade de sua natureza tríplice inferior.
 Isto envolve a aplicação da energia inteligente a cada átomo 
de seus três invólucros – físico, astral e mental. É literalmente a 
cintilação de Brahma, ou o terceiro aspecto do Deus interior. 

b. Controlar sua palavra a cada minuto de todo dia.
 Esta é uma declaração facilmente feita, mas muito difícil de pôr em prática.
 Aquele que atinge este controle está-se aproximando rapidamente 
da emancipação. Esta declaração não se aplica à reticência, à morosidade,
 ao mau humor, ao silêncio e à mudez que freqüentemente distinguem naturezas
 pouco evoluídas e que são na realidade uma condição inarticulada.
 Ela se refere, isto sim, ao uso controlado de palavras para 
atingir certos fins e à retenção da energia da palavra quando
 não necessária – um assunto bem diferente. Este controle envolve
 uma percepção de ciclos; de épocas e estações; supõe 
um conhecimento do poder do som e dos efeitos produzidos por meio
 da palavra falada; envolve uma apreensão das forças construtoras 
da natureza e sua devida manipulação e é baseada na capacidade de 
manejar matéria mental e pô-la em movimento de maneira a produzir
 resultados na matéria física, consoante com o propósito claramente
 definido do Deus interno. É a cintilação do segundo aspecto do Eu,
 Vishnu, ou o aspecto de construção da forma, que é a principal 
característica do Ego no seu próprio plano. Seria bom refletir sobre isto. 

As três atividades do aspirante devem ser paralelas uma às outras e observar-se-á
que a segunda é um resultado da primeira e se manifestará como energia no plano físico.
Somente quando o aspirante tiver feito um progresso real nestas três linhas de esforço
é que a primeira das Grandes Palavras ser-lhe-à confiada. 

5. Cada Grande Palavra inclui dentro de si mesma suas diferenciações, suas
expansões e permutações e, por seu pronunciamento, o iniciado põe em movimento
o menor, por meio da vibração do maior. Eis o porquê da terrível responsabilidade
e da magnitude dos resultados atingidos. Cada Palavra é confiada ao iniciado,
oral e visualmente. Ela lhe é dita primeiro na forma de sete sílabas, cada uma
das quais tem de memorizar como uma Palavra separada. 
Então lhe é mostrado como fundir as sete, de maneira a produzir um som trino e assim 
conseguir resultados mais unificados e de longo alcance. Finalmente, as três são combinadas 
em uma única Palavra, que lhe é confiada. As sete palavras que formam a Grande Palavra em 
cada iniciação são comunicadas ao iniciado pelos iniciados do mesmo grau que o seu. Este 
grupo se divide em sete grupos, de acordo com o sub-raio ou formação de raio, e então, entoa 
uma palavra em rápida rotação. Simultaneamente, as cores e símbolos dos vários sons passam 
à sua frente de tal modo que ele ouve e vê aquilo que lhe é confiado. O grupo mais avançado 
que rodeia o trono do oficiante (os três Chefes de Departamentos nas duas primeiras Iniciações 
e os Budas Pratyekas nas finais) canta, então, para ele, a Palavra tríplice que funde as sete e, 
novamente, ele a vê ante seu olho interno. Finalmente, o Iniciado a emite e o iniciado se 
torna consciente dentro de si mesmo, por experiência prática, do grande som uno e conhece, 
num centro particular, qual é a sua vibração. Como todos sabem, todo centro está unido a algum 
plano, esquema, raio e outras divisões sétuplas e, assim, o significado desta reação interna 
torna-se-á evidente. 

6. Os Mestres e iniciados, no Seu trabalho de auxilio à evolução nos três mundos, Se ocupam, 
principalmente, com as sete sílabas da Palavra do seu nível ou grau de iniciado. As três palavras 
que combinam as sete são raramente usadas, exceto sob a direta aprovação de um dos chefes 
de departamento (de acordo com a sílaba envolvida, cada Palavra está relacionada diretamente 
com o trino AUM e, portanto, com os aspectos de Brahma, Vishnu ou Shiva, dos quais os três 
Chefes são os representantes planetários). 
Quando algum iniciado deseja usar, com propósitos evolutivos, a Palavra toda como uma unidade, a 
aprovação da Loja reunida em assembléia tem de ser obtida, pois tal Palavra afeta a matéria de um 
plano inteiro dentro de um esquema planetário e, conseqüentemente, a matéria dos planos 
subsidiários àquele envolvido. Por exemplo, um iniciado do terceiro grau, ao emitir a Palavra de seu 
grau, afeta a matéria dos subplanos mentais inferiores e, subseqüentemente, a matéria dos planos 
astral e físico. Um iniciado do segundo grau afeta similarmente o plano astral e, subseqüentemente, o 
físico. Resultados de longo alcance são assim conseguidos e o trabalho de muitos é assim afetado. 

7. Toda palavra, diferenciada ou sintetizada, afeta os reinos dévicos e, portanto, os aspectos de 
construção da forma da manifestação. Nenhum som é jamais emitido sem produzir uma 
resposta correspondente na substancia dévica e levar multidões de pequeninas vidas a tomar 
formas especificas. Estas formas persistem e levam a cabo suas funções, pelo mesmo período 
de tempo em que o som que as causou é prolongado e a energia vontade específica daquele 
que iniciou o som é dirigida para a forma vivente. Isto é igualmente verdadeiro para o Logos 
Solar, ao entoar o AUM, assim produzindo o sistema solar; para o Logos Planetário, ao emitir 
Sua Palavra planetária e produzir um esquema planetário; para um adepto, ao obter resultados 
em beneficio da humanidade no plano físico e para um ser humano comum que — numa fala 
diversificada muito diferenciada — expressa um propósito interno ou estado mental e 
assim constrói uma forma ou veículo na substância dévica. A maioria dos seres humanos, até 
aqui, tem construído inconscientemente e a forma construída é de ação benéfica ou maléfica, de 
acordo com o motivo ou propósito subjacente do homem, e executará sua vontade enquanto 
durar sua existência. 

8. Cada Palavra que se pronuncia se distingue por:

a. Uma cor especifica. 
b. Um tom particular. 
c. Uma forma especial. 
d. Um grau de energia ou atividade. 
e. A natureza da vida que anima, autoconsciente, consciente ou inconsciente; Deus, homem ou 
deva. 
O estudante, por sua vez, perceberá ser isto igualmente verdadeiro para um sistema solar, para um 
esquema planetário, para um ser humano ou para um pensamento-forma animado por uma vida 
elemental, e para o átomo do cientista. O verdadeiro ocultista pode ser reconhecido no conhecimento 
destes fatos e em sua percepção consciente. O Logos solar emitiu uma Palavra, a forma de nosso 
sistema solar veio à existência, sua cor sendo o azul e sua nota um tom musical cósmico particular. 
Seu grau de atividade é de uma notação matemática específica, além do alcance da mente humana 
nesta fase de seu desenvolvimento, e a natureza de sua grande Vida provedora da alma, a do Logos 
tríplice, é Amor inteligente, ativo. 

9. A Grande Palavra de nosso sistema solar afina-se, se assim se pode dizer, com outras Palavras 
e é apenas uma das Palavras da Palavra sétupla conhecida pela grande existência Que está, 
para o Logos Solar, na mesma relação que este último está para o Logos Planetário. As 
Palavras sagradas dos sete sistemas solares (o nosso sendo apenas um deles) formam este 
som sétuplo que vibra, nesta época, nas esferas cósmicas. 

Nestes nove postulados estão reunidas, muito superficialmente, as verdades principais com relação 
aos processos criadores no sistema solar. Nelas jaz oculto o segredo da verdadeira magia e, por sua 
compreensão, virá ao homem que tem intuição espiritual, pureza de vida e de motivo, intenção 
altruísta e um sério autocontrole e coragem, o poder para levar avante os propósitos do Ego — um 
colaborador consciente na obra da evolução e um participante dos planos do Logos Planetário 
de nosso esquema. Elas são dadas nesta forma breve, para proteger as verdades ocultas e todavia 
para revelá-las àqueles que estiverem preparados. 

Estas sete Palavras do sistema solar, que formam a Palavra logóica que conhecemos apenas em sua 
forma trina como AUM, são reveladas nas sete iniciações. 

Na primeira iniciação é dada a Palavra para o plano físico. 
Na segunda iniciação é dada a Palavra para o plano astral. 
Na terceira iniciação é dada a Palavra para o plano mental inferior. 


Nesta iniciação, na qual, como foi dito anteriormente, o Hierofante é o Senhor do Mundo, não 
somente é dada a Palavra para o plano mental inferior, como também é confiada uma palavra que 
sintetiza as três Palavras para os três mundos Ela é dada ao iniciado como um tópico para a 
meditação até que ele atinja a quarta iniciação, mas este fica proibido de usa-la até a libertação final, 
posto que lhe dá inteiro controle sobre os três planos inferiores. 

Na quarta iniciação é comunicada a Palavra para o plano mental superior. 
Na quinta iniciação é dada a Palavra para o plano búdico. 
Na sexta iniciação é dada a Palavra para o plano átmico. 
Na sétima iniciação é dada a Palavra para o plano monádico. 


Na Sexta iniciação, a Palavra que sintetiza as quarta, quinta e sexta Palavras é dada pelo Hierofante 
e, assim, o iniciado tem controle completo da evolução humana. Na sétima iniciação, o trino AUM, em 
seu verdadeiro caráter, é revelado ao Buda iluminado e ele pode então manipular energia nos seis 
mundos ou planos. 

Mais duas iniciações podem ser atingidas, mas sempre se diz pouco sobre elas, no nosso esquema 
terrestre, pela simples razão de que o nosso não é um esquema "sagrado" e poucos, se é que 
alguém, de nossa humanidade, atingem a oitava e a nona Iniciações. Para fazê-lo eles têm de passar 
para um outro esquema, para um longo período de serviço e de instrução. Tudo o que pode ser 
sugerido é que, na oitava Iniciação, a dualidade do trino AUM é mostrada e, na nona, o som uno do 
Absoluto é revelado e seu significado é ouvido e visto. Isto traz para a consciência do iniciado um 
pouco da energia e do Poder do "Uno de Quem nada pode ser Dito" ou o Logos de nosso Logos 
Solar. A unidade de consciência se torna perfeita, do mesmo modo que o Logos é perfeito, e passa 
então a trabalhar paralelamente à do Logos Solar. Tal é o grande programa e a oportunidade 
extendendo-se perante os filhos dos homens, de fato, e perante todo átomo em toda parte. 

I - A COMUNICAÇÃO DOS SEGREDOS 


 Chegamos agora à consideração dos segredos confiados ao iniciado durante a cerimônia de 
iniciação. É evidente, naturalmente, que apenas podemos nos referir ao fato do segredo e uma 
indicação quanto ao assunto a que ele diz respeito e nem mesmo isto seria mencionado, não fosse 
pelo fato de que um conhecimento do esboço geral do assunto pode inspirar o solicitante à iniciação 
a um estudo mais cuidadoso de tal assunto e a mais diligentemente fornecer informações ao seu 
corpo mental. Por esse meio (quando, no devido curso do tempo, ele se apresentar perante o 
Iniciador), não perderá tempo na utilização do segredo adquirido. 

Após a ministração do juramento, que obriga o iniciado a um sigilo inviolável, o recém-iniciado se 
adianta sozinho na direção do Hierofante; coloca sua mão na ponta inferior do Ceptro de Iniciação que 
é sustentado, no centro, pelo Hierofante. Os Três Que permanecem ao redor do trono do oficiante, 
colocam, então, Suas mãos sobre o diamante reluzente que coroa o Ceptro e, quando estas cinco 
personalidades estão assim ligadas pela energia circulante emanando do Ceptro, o Iniciador confia o 
segredo ao iniciado. A razão para isto é a seguinte: Cada uma das cinco iniciações, com as quais nos 
ocupamos de imediato, (pois as duas superiores, não sendo compulsórias, estão fora de nossa 
presente consideração) afeta um dos cinco centros no homem: 

1. A cabeça. 

2. O coração. 

3. A garganta. 

4.O plexo solar. 

5. A base da coluna vertebral. 

E lhe revela conhecimentos relacionados com os vários tipos de força ou de energia pelas quais o 
sistema solar é animado e que o atingem por intermédio de um centro etérico particular. Durante a 
aplicação do Ceptro, seus centros são afetados de um modo especial. Pela comunicação do Segredo, 
a causa é confiada aos seus cuidados e lhe é demonstrado que esta causa é idêntica àquilo 
que produz, necessariamente, alguma manifestação planetária particular e que ocasiona um certo 
ciclo maior especifico. 

Pode-se assinalar que: 

1. Cada segredo diz respeito a um dos sete grandes planos do sistema solar. 

2. Cada segredo lida com uma das sete leis da natureza e é seu enunciado. Eles, portanto, se 
referem a algumas das evoluções básicas de cada esquema planetário. Cada esquema encarna 
uma das leis como sua lei básica e todas as suas evoluções tendem a demonstrar a perfeição 
dessa lei com suas seis mutações subsidiarias, estas seis diferindo em alguma particularidade, 
em cada caso dependendo da lei primária manifestada. 

3. Cada segredo dá a chave relativa à natureza de algum Logos Planetário e, consequentemente, 
dá um indicio das características das Mônadas que estão naquele particular raio planetário. É 
obvio quão tal conhecimento é necessário para o adepto que procura trabalhar com os filhos dos 
homens e manipular as correntes de força que os afetam, e que deles emanam. 

4. Cada segredo se refere a algum raio ou cor e dá o número, a nota e a vibração correspondente. 
Estes sete segredos são simplesmente fórmulas curtas, sem valor, como no caso da Palavra 
Sagrada, mas de uma natureza matemática, fraseadas com precisão, de modo a transmitir a intenção 
exata do orador. Para o não iniciado, elas pareceriam e soariam como fórmulas algébricas, com a 
exceção de que cada uma é composta (quando vista clarividentemente) de um oval de um matiz 
especifico, de acordo com o segredo transmitido, contendo cinco hieróglifos, ou símbolos 
particulares. Um símbolo contém a fórmula da lei referida, outro dá a clave e o tom planetários, um 
terceiro lida com a vibração, enquanto que o quarto mostra o número e o departamento sob o qual 
está o raio referido. O último hieróglifo transmite uma das sete notas hierárquicas por meio das quais 
os membros de nossa hierarquia planetárias podem ligar-se com a solar. Esta é uma informação 
muito vaga e ambígua, evidentemente, mas servirá para mostrar que, como no caso das Palavras, a 
compreensão tinha de envolver dois sentidos; assim, também, na cognição dos segredos, os dois 
sentidos entram novamente em jogo e o segredo é ouvido e aparece, simbolicamente, ante o olho 
interno. 
Ficará claro, agora por que se põe tanta ênfase no estudo dos símbolos e porque se encoraja o 
estudante a refletir e meditar sobre os signos cósmicos e sistémicos. Isto os prepara para o 
entendimento e retenção interna dos símbolos e fórmulas que corporificam o conhecimento com o 
qual ele pode trabalhar finalmente. Estas fórmulas estão baseadas em nove símbolos que são agora 
reconhecidos: 

1. A cruz, em suas várias formas. 
2. O lótus. 
3. O triângulo. 
4. O cubo. 
5. A esfera e o ponto. 
6. Oito formas animais, o bode, o touro, o elefante, o homem, o dragão, o urso, o leão, e o cão. 
7. A reta. 
8. Certos signos do zodíaco, dai a necessidade de se estudar astrologia. 
9. A taça, ou cálice sagrado. 

Todos estes símbolos, aliados, entrelaçados, ou tomados isoladamente, são combinados para 
expressar algum dos sete Segredos. O iniciado tem de reconhecê-los pela vista, assim como ouvi-los 
e, por um esforço de vontade, imprimi-los irrevogavelmente na memória. Ele é ajudado, nisto, de três 
maneiras: Primeiro, por um longo treino anterior de observação, que pode ser começado aqui e 
agora por todos os aspirantes e, conforme eles aprendam a imprimir, acuradamente, pormenores em 
sua memória, estarão lançando a base para a captação penetrante e instantânea daquilo que Ihes 
será mostrado pelo Hierofante; segundo, por terem cultivado dentro de si mesmos o poder para visualizar
de novo aquilo que foi visto uma vez. É, evidente, portanto, aqui, por que todos os sábios 
instrutores de meditação deram ênfase à faculdade de construção cuidadosa de quadros mentais. O 
objetivo é duplo: 

a. Ensinar o estudante a visualizar os seus pensamentos-formas de maneira correta, de tal modo 
que, ao começar a Criar conscientemente, ele não precise perder tempo com transformações 
imprecisas. 
b. Capacitá-lo a visualizar de novo, com exatidão, o segredo transmitido, de tal maneira que 
possa usá-lo instantaneamente, sempre que necessário. 

Finalmente, pela vontade fortemente aplicada das outras quatro Personalidades que empunham o 
Cetro ao mesmo tempo que o iniciado. A concentração mental intensa e treinada destes, facilita 
grandemente sua compreensão. No caso da evolução humana, certos tipos de força são gerados, 
manejados, assimilados e usados, inconscientemente a principio e, finalmente, com toda a 
inteligência. 

a. Na Câmara da Ignorância, a força ou energia de Brahma (a atividade e inteligência da 
substancia) é a mais manipulada e o homem tem de aprender o significado da atividade 
baseada na: 
a) Energia inerente. 
b) Energía absorvida. 
c) Energia grupal. 
d) Energia material, ou a que está oculta na matéria do plano físico. 


b. Na Câmara de Instrução ele se torna consciente da energia do segundo aspecto e dele se 
utiliza na construção da forma, nas relações sociais e nas ligações familiares. Ele chega ao 
reconhecimento do sexo e de suas relações, mas por enquanto, vê esta força como algo a ser 
controlado mas não utilizado consciente e construtivamente. 

c. Na Câmara da Sabedoria ele chega ao conhecimento do primeiro aspecto de energia, ao uso 
dinâmico da vontade no sacrifício, e lhe é então confiada a chave para o mistério tríplice da 
energia. Ele se tornou consciente desta energia, em seu aspecto tríplice, nas outras duas 
Câmaras. Na terceira, na quarta e na quinta Iniciações, as três chaves para os três mistérios lhe 
são fornecidas. 

A chave para o mistério do sexo, ou dos pares de opostos, é posta em suas mãos e ele pode então 
libertar as forças ocultas do aspecto vontade. O dínamo do sistema solar lhe é mostrado — se assim 
se pode dizer — e as dificuldades do mecanismo, reveladas. 

Os Três Mistérios Solares 

Os três mistérios do sistema solar são: 

1. O mistério da eletricidade. O mistério de Brahma. O segredo do terceiro aspecto. Está latente 
no sol físico. 

2. O mistério da Polaridade, ou do impulso sexual universal. O segredo do segundo aspecto. Está 
latente no Coração do Sol, ou no Sol subjetivo. 

3. O mistério do próprio Fogo, ou da força sistêmica, dinâmica central. O segredo do primeiro 
aspecto. Está latente no Sol Central Espiritual. 

Sua Revelação Sucessiva 

Os segredos que são comunicados ao iniciado, em seqüência, são aproximadamente em número de 
três, embora dentro deles possam ser encontrados mistérios menores, revelados em primeiro lugar. 

Na terceira iniciação, o primeiro dos três segredos fundamentais do sistema solar é comunicado ao 
iniciado imediatamente após o juramento. A este, por falta de melhor termo, poderíamos chamar de 
“o segredo da eletricidade”. Ele diz respeito aos fenômenos da manifestação objetiva densa do Logos 
Conviria que o estudante tivesse presente que os três planos dos três mundos — físico, astral e 
mental formam o corpo físico denso do Logos Solar, enquanto que os quatro superiores firmam Seu 
corpo etérico. Os estudantes têm a tendência de esquecer que os nossos sete planos são os sete 
subplanos do físico cósmico. Isto tem uma relação bem definida com o segredo da eletricidade. É por 
isto que o segredo não é revelado antes da terceira iniciação e sua revelação é preparada pela 
comunicação de dois segredos menores, referentes aos planos físico e astral, que são transmitidos 
nas duas primeiras iniciações pelo Bodhisattva. 

Os fenômenos elétricos são reconhecidos, cientificamente, como de natureza dual, mas a triplicidade 
inerente da eletricidade é ainda apenas matéria de especulação para a ciência moderna. O fato de 
que ela é tríplice é demonstrado para o iniciado na primeira iniciação e o segredo de como equilibrar 
as forças no plano físico, produzindo assim um equilíbrio, lhe é dado na primeira iniciação. Este 
segredo, da mesma maneira, o põe em contato com alguns dos Construtores no plano físico — isto é, 
nos níveis elétricos — e ele pode então produzir fenômenos no plano físico, se os julgar 
convenientes. Isto ele raramente faz, uma vez que os resultados assim alcançados são praticamente 
sem importância e ele não desperdiça energia desta maneira. Os irmão das trevas, que trabalham 
com as forças involutivas, empregam este método para o espanto e a escravização dos 
incautos. Não trabalham assim os irmãos da humanidade. 

O segredo da coesão do átomo é revelado ao iniciado e ele fica então em posição de estudar o 
microcosmo, sob a lei das correspondências, de uma maneira nova e iluminada. Semelhantemente, 
através desta revelação, referente à parte mais densa do corpo logóico, ele pode averiguar muita 
coisa em relação ao sistema solar anterior e aos fatos concernentes à primeira ronda de nosso 
esquema. Este segredo é também chamado de "o mistério da matéria". 

Na segunda iniciação lhe é revelado “o segredo do mar” e, por meio desta revelação, dois assuntos 
de profundo interesse se esclarecem para sua visão interna. Eles são: 

a. O mistério da luz astral. 
b. A lei do carma. 

Depois disto, ele já pode realizar duas coisas, sem as quais não consegue livrar-se daquilo que 
obstrui e assim atingir a libertação; ele pode ler os registros akásicos e assim averiguar o passado, 
desta maneira se capacitando para trabalhar inteligentemente no presente, e pode começar a 
equilibrar seu carma, a livrar-se de suas obrigações e a entender como o carma pode ser negado nos 
três mundos. A relação daquela hierarquia de seres espirituais ligados à lei do carma, quando ela 
afeta o homem, lhe é demonstrada e ele sabe, com conhecimento de primeira mão, que os senhores 
do carma não são um mito nem unidades simbólicas, mas, sim, entidades altamente inteligentes que 
manejam a lei para o beneficio da humanidade e assim permitem aos homens tornarem-se 
completamente autoconscientes, autoconfiantes no sentido oculto e se tornarem criadores por meio 
do conhecimento aperfeiçoado. 


1. O processo criador da elaboração de pensamento-forma. 

2. A transmissão de energia do Ego para o corpo físico, por intermédio dos centros de 
força nos vários planos 

3. A elevação de Kundalini, sua progressão geométrica e sua vivificação em todos os centros.
 
Graças ao conhecimento assim fornecido e ao progresso que o iniciado fez no estudo da lei da 
analogia, ele pode compreender a manipulação destas mesmas forças, numa escala 
consideravelmente maior, no esquema planetário e no sistema solar. O método de desenvolvimento 
nas três rondas anteriores lhe é revelado e ele compreende, tanto prática como teoricamente, o 
processo evolutivo em suas etapas iniciais. A chave para os três reinos inferiores da natureza está 
em suas mãos e certas idéias com respeito ao assunto da polaridade, da unidade e da união 
essencial, começam a penetrar no campo de sua consciência, esperando apenas pela quarta 
iniciação para completar a revelação. 

Este segredo da eletricidade, que é essencialmente tríplice em sua natureza, lida com Brahma, ou o 
terceiro aspecto, e é algumas vezes chamado pelos seguintes nomes: 

1. O Segredo de Brahma. 

2. A Revelação da Mãe. 

3. O Segredo da Força Fohática. 

4. O Mistério do Criador. 

5. O Segredo dos Três Que emanaram do Primeiro (sistema solar), 

E também por quatro frases místicas trazendo muita luz à intuição: 

6. O Barco de Mistério Que Sulca o Oceano. 

7. A Chave para o Armazém Divino. 

8. A Luz que Dirige através das cavernas tríplices das Trevas. 

9. A pista para a Energia unindo Fogo e Água 

Muita informação é transmitida, sob estes nomes, ao estudante que refletir cuidadosamente sobre 
eles, lembrando que eles lidam com o aspecto de Brahma na sua manifestação mais baixa e com os 
três mundos do esforço humano e, assim meditando, o estudante deve relacionar o sistema atual 
com o precedente, no qual o aspecto de Brahma dominou, da mesma maneira que o aspecto de 
Vishnú, ou da consciência, domina este. 

O iniciado, por meio do conhecimento assim transmitido, está agora em condições de entender sua 
própria natureza tríplice inferior e, por conseguinte, de equilibrá-la em relação à superior,
de ler os registros e de compreender a sua posição dentro do grupo, de manipular as forças nos três 
mundos e, por esse meio, liberar-se, assim ajudando aos fins da evolução e cooperar 
inteligentemente com os planos do Logos Planetário, conforme eles possam ser-lhe revelados, etapa 
por etapa. Ele pode agora empunhar o poder e se tornar um centro de energia em um grau 
grandemente aumentado, sendo capaz de distribuir ou reter correntes de forca. No momento em que 
um homem se torna poderoso, conscientemente, no plano mental, seu poder para o bem é cem 
vezes maior. 

Os assuntos sobre os quais este segredo faz jorrar abundante luz são: 

a. O sexo no plano físico. Dá-nos uma chave para o mistério da separação dos sexos, nos dias 
lemurianos. 
b. O equilíbrio de forças em todos os departamentos da natureza. 
c. Um vislumbre do Esquema que forma, com o nosso, uma dualidade. 
d. O verdadeiro nome do nosso Logos Planetário e Sua relação com o Logos Solar. 
e. O "Casamento do Cordeiro" e o problema da noiva celestial. Um indicio para isto se encontra no 
sistema solar de S......., que deve ser lido astrologicamente. 
f. O mistério de Gêmeos e a relação de nosso particular Logos Planetário, com aquela 
constelação. 
Numa escala menor, e em relação ao microcosmo, os seguintes assuntos são esclarecidos quando o 
iniciado recebe o segundo grande segredo, ou o quarto que inclui os menores anteriores: 

g. Os processos de unificação nos vários reinos da natureza. A ligação entre os reinos lhe é 
mostrada e ele vê a unidade do esquema. 
h. O método de unificação egóica é claramente revelado e o antahkarana mostrado em sua 
natureza real e, sendo assim revelado, já é dispensável. 
i. A unidade essencial existente entre o Ego e a personalidade é vista. 
j. A relação entre as duas evoluções, humana e dévica, deixa de ser um mistério e sua posição no 
corpo do Homem Celestial é vista como um fato. 

Poderíamos continuar dando ênfase à multiplicidade de assuntos que o mistério da polaridade, 
quando revelado, torna claro para o iniciado, mas o acima exposto é suficiente. Este segredo diz 
respeito, principalmente, a Vishnú, ou o segundo aspecto. Ele resume, numa frase curta, a totalidade 
de conhecimento adquirido na Câmara de Sabedoria, da mesma forma que os segredos anteriores 
resumiram a totalidade do adquirido na Câmara de Instrução. Ele lida com a consciência, e seu 
desenvolvimento pelo aspecto matéria e por meio dele. Ele diz respeito à unificação do eu e do não-
eu, literalmente, até que eles sejam verdadeiramente e, de fato, um. 

Na quinta iniciação, o grande segredo que diz respeito ao fogo, ou aspecto do espirito, é revelado ao 
Mestre maravilhado e assombrado. Ele percebe, num sentido incompreensível para o homem, o fato 
de que tudo é fogo e o fogo é tudo. Pode-se dizer que este segredo revela ao Iniciado aquilo que lhe 
esclarece: 

a. O nome secreto do Logos Planetário, assim revelando uma sílaba do nome do Logos. 
b. O trabalho e o método do aspecto destruidor da divindade. 
c. Os métodos pelos quais pralaya e a obscuridade são induzidos. 
d. A fórmula matemática que resume todos os ciclos de manifestação. 
e. A natureza tríplice do fogo e o efeito do grande fogo sobre o menor. 

Como este Shiva, ou primeiro aspecto, é o que chegará à perfeição, ou melhor, estará ao alcance da 
compreensão no próximo sistema solar, não é proveitoso continuar a considerar este segredo. A 
seguinte tabulação pode tornar a matéria toda mais clara para a mente do estudante: 

Segredo de Iniciação 
Logos Relacionado, Fonte de Energia e Planos 


3ª. INICIAÇÃO * Segredo: FOHAT * Logos: BRAHMA, O Criador * Fonte de Energia: SOL FÍSICO * PLANOS: 7º,6º,5º
                                                                                        	 	 	 	 
4ª. INICIAÇÃO * Segredo: POLARIDADE * Logos: VISHNOU,O Preservador * Fonte de Energia: SOL SUBJETIVO * PLANOS: 4º e 3º
	    	   	    	             
5ª. INICIAÇÃO * Segredo: FOGO * Logos: SHIVA, O Destruidor * Fonte de Energia: SOL CENTRAL ESPIRITUAL * PLANOS: 2º.
                                                                                	 	 	                                                              	 	 	 	                                                                                

Como o estudante pode observar, a fonte da particular energia abordada é um aspecto do sol. 

Nas sexta e sétima iniciações, mais dois segredos são revelados, um deles – um segredo menor – 
preparando o caminho para a revelação do quarto. Somente quatro segredos de ordem superior são 
revelados aos iniciados neste planeta e aqui há um indicio quanto à nossa posição no esquema da 
evolução solar. Há apenas cinco segredos ao todo, de um tipo superior, revelados neste sistema 
solar, devido ao fato de que este é um sistema onde o quinto principio da mente forma, 
predominantemente, a base do desenvolvimento. Esta quinta revelação é transmitida somente 
àqueles que passam para os Esquemas de síntese. 
 
(A.A. Bailey in IHS)
 
 


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VERSÃO EM INGLÊS: ENGLISH VERSION

RELIGION: A view of the most important Religions

QUINTA DE S.JORGE: The Mountains of Monchique

PHOTOALBUM: A view of the most interesting family photos

TEOSOFIA: Loja Esotérica Virtual

FUNDAÇÃO CULTURAL AVATAR:Batei e abrir-se-vos-á

ESOTERISMO: Entire Secret Doctrine available free online

ENCONTRO ESPIRITUAL: Centro de Estudo da Obra do Mestre Tibetano

RELIGIOUS TOLERANCE: A HUMAN RIGHT

AN ESOTERIC CATECHISM: from Archive XIII of the Master's Records

ALGARVE (U.European): The place where I live
THE ULTIMATE REALITY: You will merge with God into the Ultimate Reality


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ALGUMAS IMAGENS INTERESSANTES:


A Imagem do Eu Divino é uma representação criada pelos Mestres Ascensos, com o intuito de facilitar a compreensão do relacionamento existente entre o indivíduo e Deus. A Imagem do seu Eu Divino é um retrato de si mesmo e de Deus dentro de você. É um diagrama seu e do seu potencial, para que você possa se tornar quem realmente é. Em síntese, é um diagrama de sua anatomia espiritual.

Existem três figuras representadas na Imagem do seu Eu Divino. A figura superior representa nosso Deus Pai/Mãe, a quem chamamos de Presença do EU SOU, isto é, a Presença de Deus individualizada em cada pessoa.

A Presença do EU SOU é rodeada por sete esferas concêntricas de luz que formam o que denominamos de o seu "Corpo Causal". Essas esferas de energias contêm os registros de todas as obras boas que você realizou desde a sua primeira encarnação na Terra. Podem ser consideradas como a sua conta bancária cósmica.

A figura do meio é o Filho Unigênito do Pai, o Cristo Universal. Ele é o seu Mediador pessoal e advogado da sua alma diante de Deus. É o Eu Superior, a quem chamamos também de Santo Cristo Pessoal. É o seu instrutor interior, Divino Esposo e melhor amigo, e é mais conhecido como Anjo da Guarda. Também é chamado de Corpo Mental Superior ou Consciência Superior. Acima da cabeça do Cristo paira a pomba do Espírito Santo. Quando a sua alma realiza o casamento alquímico com o Cristo, ela está pronta para receber o batismo do Espírito Santo.

A figura inferior é uma representação sua como discípulo na senda, a caminho da reunião com Deus. É a sua alma evoluindo nos planos da matéria e usando como veículos os quatro corpos inferiores para equilibrar carma ou realizar o seu plano divino. Os quatro corpos inferiores são o corpo etérico ou da memória, o corpo mental, o corpo, do desejo ou emocional, e o corpo físico.

A alma e os quatro corpos inferiores estão destinados a ser o templo do Espírito Santo. Por isso, a Chama Violeta do Espírito Santo envolve e purifica a alma. Você pode invocar a Chama Violeta diariamente, em nome da sua Divina Presença do EU SOU e do Santo Cristo Pessoal, para purificar seus quatro corpos inferiores.

A figura inferior (etérico, mental, emocional e físico) está envolvida também por um tubo de luz, que é projetado do coração da Presença do EU SOU sempre que o pedido é feito. O tubo de luz é um cilindro de luz branca que mantém um campo de força de proteção durante 24 horas se, neste período, houver harmonia de pensamentos, sentimentos, palavras e ações.

Selada na câmara secreta do coração está a Chama Trina da vida. É a sua centelha divina, vinda da sua amada Presença do EU SOU. Também denominada chama crística, a Chama Trina é a centelha da Divindade da alma, o seu potencial para se tornar o Cristo.

O cordão de prata, ou cordão de cristal, é a corrente de vida. Ele desce do coração da sua Presença do EU SOU para o Santo Cristo Pessoal, penetrando no ser do homem pelo chakra da coroa. É este “cordão umbilical” de luz que nutre e mantém em atividade a alma, os quatro corpos inferiores e a chama trina. (http://www.summitlighthouse.com.br/)


Contato: santofer@gmail.com